(D)evolução

Soprei sua saudade
Feito fumaça de cigarro
De volta para você.

(Marcelo Oriani)

Quando você disse que ia embora, eu não tentei te impedir. Eu só avisei que nada mais seria igual, se um dia quisesse voltar. Eu chorei muito, chorei como não se deve chorar. De amores mal resolvidos já basta o meu próprio, ainda nem descobri se me amo, dá pra entender? Eu passei a me amar menos, só pra conseguir amar você um pouco mais, eu falei menos só para ouvir a sua voz por mais tempo. Eu deixei de ser meu e passei a ser da primeira alma quente que passasse, porque sabia os seus horários e queria ver você passando antes de qualquer um. Entende o tamanho da minha insanidade? O seu amor era do tamanho do céu, mas eu amava a imensidão do seu caos. Eu preciso disfarçar que não paro de rir, mas aí olho pra você e você também está rindo. A pior parte é quando a gente sabe que acabou, não estou falando da história, estou falando do meu coração. Acabou. Estou acabado. A culpa não é do amor, não é da saudade, a culpa é do seu sorriso idiota, e do meu coração mole, a culpa é da chuva que quando toca o teto do meu quarto canta a sua parte da nossa música, aquela que diz “E lá no fundo eu sei, que isso nunca funciona.” E não funciona mesmo. Você vivia dizendo que não era um carro, que não precisava ser concertado mas no meio disso tudo, quem deu defeito fui eu. A verdade é que o seu amor não funciona mesmo, não existe nada pra concertar. E tudo bem, mas eu que acendia uma galaxia inteira pra te ver sorrir, hoje só espero que as estrelas não me ceguem.
Reset? I love both of us  (via incastigado)
Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Martha Medeiros.    (via subtraido)